"Dai-me a liberdade do meu coração que eu vos dou a minha completa emoção" Betimartins

Betimartins

As palavras fluindo do meu coração.

Mahatma Gandhi "Dai-me um povo que acredita no amor e vereis a felicidade sobre a terra."
Textos

Conto infantil - A Margarida e o seu girrassol
Era uma vez uma bela menina que tinha cinco anos, ela se chamava Margarida era muito engraçada e bonita. Tinha cabelos curtos com ondas como o mar, olhos cor de mel e um sorriso como o Sol.
A pequena Margarida vivia na cidade mas um dia tive que ir morar numa aldeia longínqua, deixou de ter TV e outras coisas que tinha no conforto de sua casa na cidade e passou a ter contacto com a natureza.
A pequena Margarida sentia-se muito sozinha, sem amigos, todos eram mais velhos e sem ninguém para brincar.
Ela adorava ir para o campo com o seu avó e ajudar, um dia o seu avó deu uma pequenina semente de um girassol e pediu que ela cuidada-se dela pois seria sua amiga e cresceria sem parar se ela desse amor.
Logo ela foi a correr para casa e colocou a pequena semente perto da janela de seu quarto, todos os dias ela a regava e conversava com ela.
Um dia eufórica chamou seus avós e mostrou ela crescendo fora da terra
- Avó olha que lindo já tem uma folha saindo da terra, vou a chamar de pequeno sol
O avó sorrindo falou com carinho a sua neta:
- Margarida sabias que as plantas escutam e conversam também connosco? Sabes quando são tratadas com amor elas crescem e ficam lindas.
Margarida ficou pensativa com o que avó falou, tinha o maior dos cuidados com a sua planta, todos os dias abria a sua janela e falava com o seu pequeno Sol, as vezes também chorava com ela das saudades que sentia de seus pais mas sempre lhe dizia pequeno Sol não tenhas medo eu não te vou deixar se for embora levarei contigo.
O pequeno Sol cresceu tanto que Margarida já tinha dificuldade de olhar para ela levantava a cabeça e ela já estava bem acima.
Corria para casa e falava com ela da janela de seu quarto, o pequeno Sol abriu um belo botão de flor que Margarida feliz pergunta ao seu avó:
-Avó sabias que o pequeno Sol parece um Sol de verdade e sabias que ele parece uma colmeia com aqueles desenhos que ele tem na sua flor, eu fico horas a ver as abelhas a poisar, borboletas e até os passarinhos vão saudar o meu pequeno Sol, ela fica tão feliz avó e vaidoso.
Mas um dia a Margarida abre a sua janela e grita, chorando sem parar e chamando o seus avós:
- Avó, Avô que desgraça venham ver que aconteceu com o meu pequeno Sol, ajudem por favor.
Ela estava sufocada a chorar, correndo para a sua tão estimada planta e abraçando-a a chorar e dizendo:
- Oh! Pequeno Sol que aconteceu? Estas doente, precisas de água?
Correndo ela vai buscar seu regador e rega o seu pequeno Sol mas nada acontece ele permanece tombado, quase inerte, diria que sem vida.
Os avós estavam tristes com o que viam e tal era o amor que a Margarida tinha a sua planta, o avó pega na sua menina e falou:
-Margarida minha neta adorada, talvez não saibas mas a tua planta viveu o tempo que era necessário mais do que era previsto, ela teve que partir para o reino da plantas para poder dar lugar a nova planta.
Margarida olhava fixamente para o avó e zangada falou:
-Avó tu falaste que se eu desse amor ela jamais morreria e mentiste pois eu dei tanto amor ao pequeno Sol e até prometi levar comigo para a minha cidade.
O avó teve que explicar o ciclo da vida a Margarida que todos nascemos, vivemos e morremos e que o seu pequeno Sol virou a uma bela estrela no Céu a brilhar somente para ela.
Margarida triste mas conformada acordou a noite e abriu as janelas de seu quarto, olhando para as estrelas e para seu espanto ela viu uma estrela piscando mais que as outras e em forma de um belo girassol.
Feliz ela ajoelha nos pés da cama e agradece ao menino Jesus pelo lindo presente que recebeu.
Hoje a Margarida ainda conversa com o seu pequeno Sol mesmo ja sendo grande e crescida pois acreditou no amor.


Betimartins
Enviado por Betimartins em 04/10/2008


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras
A alma do poeta é a porta dos sonhos por muitos ainda não sonhados.