"Dai-me a liberdade do meu coração que eu vos dou a minha completa emoção" Betimartins

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Mahatma Gandhi "Dai-me um povo que acredita no amor e vereis a felicidade sobre a terra."
Textos

A bruxa e o lobo
A bruxa e o lobo

Era uma vez, uma bela floresta com arvores densas, clareiras grandes e muitas cavernas escondidas nas cachoeiras. Existia um rio cheio de peixes dourados, alguns vermelhos e na sua margem, brincavam as pequeninas borboletas, com as minúsculas fadas. A floresta era calma, poucos passavam nela a não ser os caçadores.
Tinha uma subida cheia de escadarias naturais com muitas plantas verdes e alguma que faziam escorregar e no final da subida , dentro de uma caverna escondida, vivia uma bruxa muito velhinha, já muito corcovada, vestia longas saias pretas e uma blusa de seda velha já sem cor. Era a benzedeira, que fugiu da aldeia onde todos faziam das suas, contra ela.Cansada pelos maus tratos ela resolveu ir embora para a floresta.
Era bruxa Anastácia, ela cuidava dos animais feridos, curava os passarinhos, refazia os seus ninhos quando eram atacados, era uma bruxa boa e amiga de ajudar os desprotegidos.
Constou-se noutra floresta que existia uma bruxa boa e que ajudava os animais, que vivia sozinha e um lobo que era matreiro, logo ficou com água na boca, com tamanho petisco que ela deveria ser e depois de morta, seria melhor ainda poderia atacar os animais e os comer.
Era um lobo feio e com o rabo comprido, de pelo castanho e preto, velho e mal cheiroso, caminhou pela floresta e com a sua mente maldosa lá se pós a matutar como apanhar o raio da velha que certamente não seria fácil.
Logo ele se cruzou com a velhinha, fazendo de doente e cansado, estendido no chão de língua fora da boca, arquejando muito e com seus olhos saindo das órbitas.
Paciente e bondosa, a bruxinha Anastácia, falou:
- Calma meu filho, tens sede eu vou dar-te de beber, não fujas daí que eu não te faço mal.
O lobo matreiro, esperando pelo seu tão desejado almoço, deixou-se estar ali quieto e fingindo de doente, logo, logo encheria o bucho.
Os animais da floresta estavam em algazarra e sabiam o que o lobo foi fazer a floresta, comer a sua protetora, como é que a podiam ajudar??
Reuniram todos numa clareira, uns davam umas idéias e outros estavam duvidosos pelo tamanho do lobo, afinal era temido pelos animais.
A senhor Texugo, falou :
- Calmos amigos, então vamos a pensar o que nós fazemos de melhor?
Uns e outros gritavam, eu sei fazer isto e não tenho medo...
O senhor Ouriço convocou os ouriços da floresta, os texugos também convocaram as doninhas fedorentas, a águia foi convocada, os corvos, as corujas e os gaviões e os passarinhos também.
A dona raposa também resolveu ajudar, pois a dona Anastácia já a tinha curado numa pata que ficou presa numa armadilha na floresta.
De repente escutava um barulho estranho, que nem bruxa Anastácia sabia descrever e preocupada correu para a beira do lobo para que ele bebesse água.
O matreiro bebeu, fazendo-se meio morto e de repente, ele pula para cima da bruxa, mas qual é o seu espanto que é atacado por todos os lados. Cheio de espinhos, foi debicado ao limite e o pior de tudo o cheio horrível que ficou no seu corpo.
Não podia mais com os inimigos, quis foi fugir dali para fora, e correu até nunca mais ninguém o ver.
Todos desataram as gargalhadas e estavam divertidos com a situação.
Estavam todos felizes e rodeavam a bruxinha boa que sempre cuidava deles.
Ela feliz agradeceu a todos eles que os conhecia pelos nomes a todos.

Moral da história:

Quando a gula é maior que o estomago, sempre se fica a perder...

Betimartins
Enviado por Betimartins em 20/10/2010

Música: Mili - Giovani

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